Aldeia de Santulhão

Resumo da História de Santulhão

Santulhão, situada a sudoeste de Vimioso, entre dois rios, o Sabor e o Maçãs, aldeia do nordeste transmontano, com uma superfície de cerca de 6 500 hectares, dista cerca de 17 Km do seu concelho(Vimioso).

O primeiro povoamento seria no Castro da Abrunheira, pois possuía as condições necessárias dos povos primitivos. O Castro situa-se num local elevado (cerca de 663 m de altitude), que permitia a defesa contra inimigos e animais selvagens. Perto dele existem diversos cursos de água, os quais permitiam alguma agricultura de subsistência.

Consta-se que houve uma povoação primitiva : S. MAMEDE, a qual deu origem a Santulhão. Esta povoação, segundo a tradição popular, foi abandonada devido à abundância de formigas que alí apareceram destruíndo tudo.

Neste local (S.MAMEDE), têm aparecido sepulturas e também já foram encontradas algumas moedas de cobre e prata.

A primeira notícia escrita, sobre Santulhão data de 1187, reinado de D. Sancho I . Este monarca deu em troca da herdade de Benquerença (hoje Bragança), aos monges do mosteiro de Castro de Avelãs, as aldeias de Santulhão, S. Mamede, Pinelo e Argozelo, os quais repovoaram Santulhão no reinado de D. Afonso III.

No reinado de D. Dinis, a aldeia era da Ordem de Malta e recebeu do monarca, foral e título de "Vila", a 4 de Julho 1288. O próprio rei visitou a freguesia no dia 9 de Dezembro 1289.

Quanto ao nome da freguesia de Santulhão, deriva do Santo padroeiro S. Julião. Com a corrupção linguística e do tempo degenerou para SANTULAM, SANTULHAAO, SANTULHAM e finalmente SANTULHÃO.

Até 1853, pertenceu ao concelho de Outeiro, o qual foi extinto nessa data. A freguesia passou a pertencer ao concelho de Vimioso.

A partir de 1861, passou a funcionar a sua primeira escola primária.

Nos finais dos anos 40, começou a emigração principalmente para o Brasil e colónias. A partir dos anos 60, a emigração concentrou-se mais na Europa (Alemanha, França e Espanha), resultando daí uma desertificação da aldeia, acentuada com a fuga dos santulhanenses para as grandes cidades do país.